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Na área de educação, duas notícias merecem a reflexão e a tomada de posição dos gestores municipais. Ambas dizem respeito ao ensino fundamental e produzem repercussões nos orçamentos municipais. Leia abaixo.


Senado discute a ampliação do ensino fundamental para nove anos

A mudança da duração do ensino fundamental para nove anos será discutida pelo Senado Federal. O Projeto de Lei em discussão modifica a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e estabelece que o ensino fundamental, obrigatório e gratuito na rede pública, terá duração de nove anos e será dirigido a crianças a partir dos seis anos de idade. Uma vez aprovada, os municípios, os estados e o Distrito Federal terão prazo até 2010 para implementar a medida.

Trata-se de uma discussão que acontece desde 2003 e diversos sistemas de ensino já adotaram a iniciativa, a exemplo do que fez recentemente o governo de Minas Gerais. De acordo com o Ministério da Educação, a ampliação do tempo de duração do ensino fundamental deverá beneficiar em especial as crianças de famílias mais pobres, uma vez que os meninos e meninas das classes média e alta já estão incorporados aos sistemas de ensino, seja na pré-escola ou na primeira série do ensino fundamental.

Especialistas afirmam que FUNDEB trará prejuízos ao ensino fundamental

Ao mesmo tempo que o Senado discute a ampliação do ensino fundamental para 9 anos, o Substitutivo à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que cria o Fundo Nacional de Desenvolvimento do Ensino Fundamental (FUNDEB) foi aprovado pela Comissão Especial da Câmara dos Deputados em 8 de dezembro de 2005, e está na ordem do dia da Câmara dos Deputados, podendo ser votado durante o período da convocação extraordinária do Congresso.

Análise feita por especialistas da Confederação Nacional de Municípios conclui que o FUNDEB é ruim para a educação e para os municípios brasileiros.

O FUNDEB substitui o FUNDEF e, além do ensino fundamental, estende a sua utilização para o financiamento de gastos com o ensino médio , responsabilidade dos Estados, as creches e o ensino infantil, de competência municipal, sendo os recursos redistribuídos entre estados e municípios de acordo com as matrículas em suas redes de ensino. Com a nova distribuição, perdem os municípios pois os custos do ensino médio são o dobro do da educação infantil e pelo fato de hoje os estados possuírem 7,7 milhões de matrículas no ensino médio, enquanto que os municípios só têm 4 milhões de matrículas na pré-escola e 860 mil nas creches.

Se for aprovada na Câmara, a PEC será apreciada no Senado, pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania e pelo plenário, também em 2 turnos e sendo necessário três quintos dos votos dos senadores para sua aprovação.

(Clique aqui para ler a integra da CNM)

 

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