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Muitas mudanças na legislação do ensino fundamental estão acontecendo nesse momento. Veja as mudanças. No próximo número do Boletim CEBI apresentaremos uma análise das mudanças com as prováveis repercussões para os municípios.


Lula sanciona projeto que amplia ensino fundamental para nove anos

Em recente solenidade no auditório do edifício-sede do Ministério da Educação, em Brasília, o presidente da República Luis Inácio Lula da Silva, sancionou dois projetos de lei aprovados pelo Congresso Nacional - o que institui o ensino fundamental de nove anos e o que concede bolsas de estudo e pesquisa a professores da educação básica que participam de cursos de formação.

A partir de agora, as crianças entrarão na escola com seis anos de idade e, não mais com sete. A lei atual fixa em seis anos a idade para o início do ensino fundamental, mas não torna obrigatória a duração de nove anos. Com a sanção do presidente será imprescindível não adotar o aumento da duração do ensino.

A ampliação da deverá ser implantada até 2010 pelos municípios, pelos estados e pelo Distrito Federal. Também dentro desse prazo será feita a adaptação ao novo modelo das pré-escolas, que passarão a atender a crianças de quatro e cinco anos de idade.

FUNDEB começa a ser discutido no Senado

O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais de Educação (Fundeb) que não foi votado pelo Senado Federal durante o período de convocação extraordinária. A PEC foi aprovada pela Câmara dos Deputados no início do ano e agora será examinada somente pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), antes de seguir para o Plenário, onde será submetida a dois turnos de votação.

Vários senadores, entretanto, já se manifestaram sobre a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 9/06 que cria o FUNDEB. As críticas mais fortes vieram do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que chamou a atenção para a possibilidade dos recursos do novo fundo irem, predominantemente, para o ensino médio, em detrimento do ensino fundamental.

Heloísa Helena (PSOL-AL) afirmou que o governo quer fazer demagogia com o dinheiro alheio, já que estaria dizendo que os recursos para o FUNDEB seriam federais, sendo que, na realidade, a maioria desses recursos viriam de estados e municípios.

O senador José Agripino (PFL-RN) se disse aliviado pelo fato de os senadores não terem aprovado a matéria durante a convocação extraordinária em janeiro, pois, em sua opinião, a proposição precisa ser melhorada.

Garibaldi Alves (PMDB-RN) e Mão Santa (PMDB-PI) apoiaram o projeto, mas ressalvaram a necessidade de ouvir as ponderações das prefeituras, que estariam preocupadas com a possibilidade de desequilíbrio financeiro em decorrência da aprovação da matéria.

Ainda no mês de março a CCJ irá ouvir representantes de entidades municipalistas, que na sua maioria têm severas restrições ap projeto, na forma como foi aprovado pela Câmara.

 

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